A atividade econômica mais importante no Recôncavo foi o plantio da cana-de-açúcar
e a sua transformação em açúcar. Essa atividade era realizada nos engenhos e envolvia os dois principais grupos da sociedade baiana da época: os donos de engenho e os escravos.
Na época colonial o plantio da cana e a fabricação do açúcar era o meio mais rápido de se torna rico. Os senhores de engenho lucravam muito, mas, os portugueses lucravam ainda mais, pois compravam o açúcar produzido na Bahia e revendiam a outros países da Europa, onde ele era muito valorizado.
Para garantir o máximo de rendimento e atender o mercado externo, plantava-se quase exclusivamente cana, em grande quantidade (monocultura). O rei de Portugal autorizou os donatários e os governadores-gerais a doarem sesmarias para a implantação da agricultura extensiva de cana somente àqueles colonos que tivessem recursos necessários para explorá-las.
Entre 1550 e 1650, o Brasil foi considerado o maior produtor mundial de açúcar. A economia açucareira também estimulou outras atividades econômicas como a pecuária
(onde o gado além de ser usado como força de tração para o transporte e moagem da cana, era também comercializado na produção de carne seca e couro no mercado interno), estimulou também a lavoura do tabaco (que era cultivado no Recôncavo e exportado para Portugal e para a África, onde era trocado por escravos), e também a produção do algodão (que apesar de não ter a mesma importância que a cana-de-açúcar teve também o seu lugar garantido na economia baiana).
Para o consumo dos moradores das fazendas e vilas, eram plantados gêneros de subsistência, como mandioca, arroz, milho e feijão. Muito indígenas também se ocupavam desse tipo de lavoura e ensinaram os portugueses a cultivar plantas nativas do Brasil. Os indígenas também trocavam com os colonos produtos artesanais, como redes, cestas e cerâmicas.
Os portugueses exploravam os produtos brasileiros, cobrando altos impostos dos produtores e proibiam qualquer contato comercial da população local com outros países. Todo comércio era feito pelos portugueses. Nessa situação, não era possível desenvolver nenhuma indústria que não fosse açucareira, e os brasileiros eram obrigados a comprar produtos europeus de comerciantes portugueses.
Essa situação causava enorme insatisfação, principalmente entre a população baiana, que era a grande produtora de açúcar e possibilitava muitos ganhos aos portugueses.

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